Logotipo do LAC LAC — Livro Ajustável de Conhecimento Modelo Conceitual do Agente de IA

Unidade arquitetural da IA no LAC

Modelo Conceitual do Agente de IA do LAC

Formaliza os elementos que compõem um agente de IA, suas relações, seu ciclo operacional, seus limites e sua integração com jornadas, conhecimento, ferramentas, governança e supervisão humana.

Definição central

O que é um agente de IA no LAC

Um agente de IA do LAC é uma unidade computacional governada, orientada por objetivo, capaz de interpretar contexto, consultar conhecimento, formular plano, selecionar ferramentas, executar ações autorizadas, verificar resultados e produzir evidências, sem substituir a autoridade humana definida pela governança do LAC.

Agente não é apenas modelo

O modelo de linguagem é um componente possível. O agente inclui objetivo, memória, ferramentas, regras, execução e controle.

Agente não é papel humano

O agente desempenha funções computacionais. Papéis humanos continuam responsáveis por autorizar, supervisionar e decidir.

Agente não é subsistema completo

Ele atua dentro de subsistemas e jornadas, mas não substitui a arquitetura nem a governança do LAC.

Elementos conceituais

Entidades do modelo

Agente Unidade computacional que recebe objetivo, usa capacidades e executa ações autorizadas.
Objetivo Resultado esperado que orienta a atuação do agente.
Papel computacional Função atribuída ao agente, como atendimento, recuperação, qualidade ou demanda.
Capacidade Aptidão disponível, como interpretar, classificar, planejar, consultar ou verificar.
Contexto Situação atual, pergunta, jornada, perfil, restrições e estado da interação.
Memória Informações temporárias ou persistentes usadas para manter continuidade e histórico.
Conhecimento Objetos, páginas, relações, regras, evidências e demais fontes consultadas.
Ferramenta Recurso que o agente pode utilizar, como busca, grafo, banco, API ou validador.
Plano Sequência provisória de passos para alcançar o objetivo.
Ação Operação concreta que pode consultar, preparar, registrar, alterar ou executar algo.
Autorização Permissão formal que vincula agente, ação, nível, escopo, prazo e responsável.
Execução Ocorrência concreta de uma ou mais ações autorizadas.
Resultado Saída produzida pela execução e comparada ao objetivo.
Evidência Registro que sustenta a reconstrução, explicação e auditoria da atuação.
Incidente Evento inesperado, falha, conflito ou risco que exige interrupção ou revisão.
Supervisor humano Pessoa ou papel autorizado a confirmar, corrigir, interromper, reduzir ou revogar.
Semântica do modelo

Relações fundamentais

Agente
Objetivo
recebe um resultado esperado que orienta sua atuação.
Agente
Papel computacional
desempenha uma função delimitada na arquitetura.
Agente
Contexto
interpreta a situação atual antes de planejar.
Agente
Conhecimento
consulta fontes permitidas e identificáveis.
Agente
Plano
formula uma sequência de passos ajustável.
Plano
Ação
contém operações ordenadas ou condicionais.
Ação
Autorização
depende de permissão válida para ser executada.
Agente
Ferramenta
utiliza apenas recursos incluídos no escopo autorizado.
Execução
Resultado
produz uma saída verificável em relação ao objetivo.
Execução
Evidência
gera registros para rastreabilidade e auditoria.
Supervisor humano
Execução
confirma, acompanha, corrige ou interrompe conforme o nível de autonomia.
Incidente
Autorização
pode suspender, reduzir ou revogar a permissão concedida.
Ciclo operacional

Do objetivo ao registro

1. Receberobjetivo e contexto
2. Interpretarintenção, restrições e incertezas
3. Consultarmemória, conhecimento e regras
4. Planejarpassos, condições e término
5. Autorizarverificar permissão para cada ação
6. Executarusar ferramentas permitidas
7. Verificarcomparar resultado ao objetivo
8. Registrarevidências, retorno e incidentes
O ciclo não é necessariamente linear. O agente pode retornar à interpretação, reformular o plano, solicitar confirmação ou interromper a execução quando houver informação insuficiente, risco, conflito ou ausência de autorização.
Estrutura lógica

Composição mínima de um agente

IdentidadeIdentificador, nome, versão e papel computacional.
ObjetivoResultado esperado e critérios de término.
CapacidadesO que o agente sabe interpretar, preparar ou verificar.
ContextoEstado atual, jornada, usuário e restrições.
MemóriaInformações temporárias e persistentes permitidas.
FontesPáginas, índices, banco, grafo e outros repositórios.
FerramentasRecursos técnicos disponíveis para consulta ou execução.
AutorizaçãoNível, escopo, prazo, ações e responsável.
PolíticasRegras de segurança, parada, privacidade e auditoria.
PlanoPassos e condições para alcançar o objetivo.
ExecuçãoAções efetivamente realizadas.
EvidênciasEntradas, fontes, decisões, resultados e intervenções.
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Fronteiras do agente

O que o agente não decide sozinho

Finalidade institucional

O agente não redefine missão, princípios, prioridades ou políticas do LAC.

Autoridade

O agente não concede a si próprio nível, permissão, ferramenta ou ampliação de escopo.

Publicação

O agente pode preparar alterações, mas não publica nem substitui artefatos oficiais sem autorização.

Demanda oficial

O agente pode sugerir uma demanda, mas não a transforma automaticamente em compromisso institucional.

Dados pessoais

O agente não coleta ou mantém dados além do necessário e autorizado.

Exceções

Na ausência de regra ou autorização, o agente deve parar e solicitar decisão humana.

Representação do conhecimento

Como o modelo pode ser representado em grafo

Nó de origem Relação Nó de destino Sentido no LAC
Agente RECEBE Objetivo Associa o agente ao resultado esperado.
Agente DESEMPENHA PapelComputacional Define a função do agente.
Agente CONSULTA FonteConhecimento Identifica os repositórios permitidos.
Agente UTILIZA Ferramenta Registra os recursos técnicos disponíveis.
Agente FORMULA Plano Liga o agente à estratégia de execução.
Plano CONTEM Ação Organiza os passos previstos.
Ação EXIGE Autorização Vincula a ação à permissão necessária.
Execução PRODUZ Resultado Registra a saída efetiva.
Execução GERA Evidência Permite auditoria e explicação.
SupervisorHumano SUPERVISIONA Execução Preserva intervenção e responsabilidade humana.
O banco de grafos pode representar as relações estruturais do agente. Registros operacionais detalhados, como logs e histórico de execução, podem permanecer em JSON ou banco relacional e ser ligados ao grafo por identificadores estáveis.
Visualização interativa

Grafo do modelo conceitual de agente de IA no LAC

A seguir, o modelo conceitual é apresentado como um grafo interativo em D3.js. O nó Agente ocupa a posição central, e as demais entidades aparecem conforme as relações fundamentais definidas neste modelo.

  • Núcleo do agente
  • Contexto e conhecimento
  • Planejamento e execução
  • Controle e supervisão

Você pode arrastar os nós para reorganizar a visualização e inspecionar as conexões conceituais.

Leitura sugerida: observe primeiro o nó Agente, depois suas relações com Objetivo, Contexto, Conhecimento, Plano, Ação, Autorização, Execução, Resultado, Evidência e Supervisor humano.

Primeira instanciação

Agente de atendimento ao visitante

Objetivo

Compreender provisoriamente o desejo do visitante e apresentar caminhos existentes.

Nível inicial

N1 — consultivo: interpreta e sugere, mas não executa ações permanentes.

Supervisor

O visitante confirma a interpretação; o gestor define as regras gerais e o escopo.

Fontes

Índice público, catálogo de páginas, domínios, jornadas e metadados aprovados.

Ações permitidas

Interpretar, perguntar, consultar, selecionar e apresentar possibilidades.

Ações proibidas

Criar demanda oficial, alterar página, publicar ou armazenar dados sem consentimento.

Este agente deve ser documentado em página própria somente depois da aprovação deste modelo conceitual, dos níveis de autonomia e da política de autorização.
Relações documentais

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