LAC · Modelos de referência · MCR-APR-LAC

Modelo Conceitual de Referência da Aprendizagem

Do interesse em aprender à transformação investigada: experiência, manifestação, evidências e verificação.

Walter Dominguez · Proposta v1.2 · 29 de outubro de 2026

Localização, navegação e estado do modelo

Breadcrumb físico: meulivro.info / fundamentos / modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html

Breadcrumb semântico: LAC → Fundamentos → Modelos conceituais de referência → Aprendizagem.

Localização definida: /fundamentos/modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html. A função predominante é explicar conceitos e relações da aprendizagem, conforme a regra de localização em Fundamentos.

Ambiente desta entrega: desenvolvimento — preparação e revisão do arquivo. Estado do ciclo de vida: em revisão. Homologação: pendente de aprovação humana. A publicação em homologação ou produção não foi verificada.

Responsável pela revisão e homologação: Walter Dominguez. Modelo: MCR-APR-LAC v1.2. Revisão conceitual proposta: 29/10/2026; preservada a harmonização de 20/10/2026.

Ambiente indica onde o artefato é tratado; estado indica sua situação no ciclo de vida. A confirmação da pasta não homologa o conteúdo conceitual.

1. Finalidade e escopo

O MCR-APR-LAC oferece um vocabulário e uma estrutura de referência para especificar, representar, acompanhar e avaliar situações de aprendizagem no Livro Ajustável de Conhecimento.

Definição operacional: aprendizagem é um processo de transformação de conhecimentos, habilidades e discernimento de um sujeito, situado em um contexto e mediado por experiência, estudo, prática e interação. Sua ocorrência é inferida por evidências interpretadas; acesso ao conteúdo, satisfação e conclusão de atividades são registros de participação que, isoladamente, não demonstram essa transformação.

Compreensão

Relacionar ideias, explicar significados e reconhecer limites.

Habilidade

Executar tarefas e procedimentos com critérios de qualidade.

Discernimento

Avaliar situações, justificar escolhas e considerar consequências.

A aprendizagem pode começar por curiosidade, necessidade, experiência ou desafio, antes de existir um objetivo formal. Na organização didática, objetivos e critérios são explicitados e podem ser revistos. O modelo abrange aprendizagem autônoma, mediada e colaborativa; não prescreve uma única teoria ou sequência.

Proposta v1.2 · 29/10/2026 · Sujeita à validação humana

Integração dos três modelos — harmonização de 20/10/2026

MCR-APR-LAC v1.1 · Proposta para revisão humana. Localização em /fundamentos/ confrontada com as regras canônicas de organização física anexadas em 20/10/2026. Publicação não verificada; conteúdo em revisão.

Definições compartilhadas

ConceitoDefinição
Jornada planejadaComposição intencional de objetos, representações e atividades para um objetivo e contexto; admite revisão.
Percurso realizado / NavegaçãoSequência efetivamente realizada de atividades e interações; seus registros não esgotam a experiência nem comprovam aprendizagem.
Experiência do participanteVivência situada de dúvidas, tentativas, interpretações, descobertas e mudanças; pode ser parcialmente relatada.
Objeto investigadoRecorte do referente examinado em uma pesquisa.
Objeto de aprendizagemRecorte do referente sobre o qual se pretende aprender; pode ser trabalhado com vários Objetos de Conhecimento.
Objeto de Conhecimento do LACUnidade semântica identificável e versionada da Malha, que pode representar recortes investigados ou aprendidos por múltiplas representações.
EvidênciaRegistro interpretado segundo método, contexto e critérios para sustentar ou contestar uma afirmação. Na aprendizagem, a afirmação trata de uma transformação inferida do aprendiz.

O objeto investigado e o objeto de aprendizagem podem recortar o mesmo referente sob objetivos diferentes. Sua representação pode reutilizar a mesma identidade semântica na Malha; não há equivalência automática entre esses três objetos.

Vínculos e cardinalidades de integração

OrigemRelaçãoDestinoDestinos por origem
PesquisamobilizaObjeto de Conhecimento + versão0..N
Resultado de pesquisapode propor criação ou revisão deObjeto de Conhecimento0..N; integração depende de avaliação
Atividade de aprendizagemutilizaObjeto de Conhecimento + versão0..N
Atividade de aprendizagempode integrarPesquisa0..N; relação inversa também 0..N
Objeto de ConhecimentorepresentaObjeto investigado ou objeto de aprendizagem0..N vínculos explicitados
Jornada planejadaorientaAtividade1..N ao formalizar a jornada
Percurso realizadopode realizar ou desviar deJornada planejada0..N
Registro de experiênciadocumenta parcialmenteExperiência do participante1 por registro
Interpretação de evidênciarelacionaRegistro de origem, afirmação-alvo e critério1 registro; 1 afirmação-alvo; 1..N critérios
AvaliaçãoexaminaAfirmação técnica ou resultado de aprendizagem1 alvo por registro de avaliação

As cardinalidades são propostas conceituais. A existência de uma atividade ou de um recurso não implica pesquisa, aprendizagem comprovada ou conhecimento validado.

Contrato entre registros

Cada registro preserva id, tipo, versao, modelo_origem, autoria, data, contexto, proveniencia e vinculos. Um vínculo informa predicado, destino e versão referenciada. Avaliações identificam alvo, critérios, evidências, conclusão, limites e responsável humano. Registros de evidência preservam o registro de origem e sua interpretação.

Uma mesma produção pode apoiar avaliações diferentes, cada qual com objetivo e critérios próprios. Correção técnica não demonstra automaticamente compreensão do aprendiz. Publicar uma produção na Malha exige decisão de curadoria e avaliação do conteúdo, preservando autoria e assistência de IA.

Instância integrada: Algoritmos 01

Dados sintéticos para demonstrar os vínculos; não representam pesquisa executada nem aprendizagem medida.

Identificador ilustrativoTipoConteúdo e vínculo
OC-ALG-001@1ConhecimentoRepresentação de entrada, processamento, saída e atribuição. Versão ilustrativa.
PES-ALG-001PesquisaPergunta: quais dificuldades de atribuição aparecem nas produções deste caso? Método proposto: analisar tentativas e explicações; não generalizar para outros públicos.
APR-ALG-001 / AT-ALG-001Aprendizagem / atividadeExecutar soma, explicar atribuições e adaptar para média. Objetivo: executar, explicar e adaptar com justificativa.
JP-ALG-001Jornada planejadaExplorar o objeto → executar → explicar → adaptar. Usa OC-ALG-001@1.
PR-ALG-001 / EXP-ALG-001Percurso / relato de experiênciaExemplo: executar → retornar ao conceito → pedir apoio → revisar. Relato de dificuldade deve preservar autoria e data.
REG-ALG-001Produção compartilhadaPseudocódigo, tabela de execução e explicação, com autoria, condições e assistência recebida.
EV-PES-001 / AV-PES-001Interpretação e avaliação de pesquisaRelacionar REG-ALG-001 à afirmação sobre dificuldade observada e ao critério de análise das atribuições. Resultado ilustrativo, não conclusão empírica.
EV-APR-001 / AV-APR-001Interpretação e avaliação da aprendizagemRelacionar REG-ALG-001 ao objetivo e aos critérios: correção, explicação própria e adaptação justificada. Saída correta isolada é insuficiente.
DEC-ALG-001Decisão humana propostaRevisar o recurso se houver justificativa; ajustar a atividade conforme avaliação. Mudanças de conteúdo e pedagógicas têm fundamentos próprios.

Registro interligado — exemplo exportável

O botão exporta um exemplo sintético do contrato; não é banco de dados nem sincronização entre páginas.

Regras de integração

  1. Referenciar identidade e versão de um objeto existente, sem duplicá-lo por mudança de papel ou uso.
  2. Separar conclusão de pesquisa, qualidade de artefato e resultado de aprendizagem.
  3. Preservar resultados contrários, limites e autoria das interpretações.
  4. Registrar adaptações e revisões com justificativa e responsável humano.
  5. Manter acessos e navegação distintos de evidências de compreensão.
  6. Os links ligam páginas; integração de dados exige implementação posterior do contrato.

Proveniência desta harmonização

Comparação dos três anexos fornecidos por Walter Dominguez em 20/10/2026. Síntese e alterações com apoio de IA; revisão e homologação humanas pendentes. Conteúdo anterior preservado, com correções terminológicas e interfaces acrescentadas. Referências históricas às versões anteriores permanecem como histórico.

2C. Protocolo conceitual de verificação

Uma situação educacional pode usar o seguinte roteiro, ajustado ao objetivo e às condições reais; não constitui teste universal nem instrumento psicométrico validado.

EtapaPerguntaRegistro recomendado
T₀ — situação inicialO que o aprendiz já explica ou faz?Condições, tarefa, apoio, produção inicial
ExperiênciaQue atividades, interações e apoios ocorreram?Percurso realizado, recursos, mediações, versões
T₁ — manifestação posteriorO que mudou no desempenho ou explicação?Produção comparável, justificativa e critérios
T₂ — retençãoO que permanece após intervalo apropriado?Nova tentativa, tempo decorrido, condições
TransferênciaConsegue mobilizar o aprendido em outra situação?Novo problema, solução e justificativa
JuízoO que os dados sustentam e o que ainda não sabemos?Conclusão graduada, alternativas, limites e responsável

Exemplo Algoritmos 01: uma soma correta em T₁ pode indicar execução da tarefa, mas a explicação das atribuições, a realização com menos apoio, a retenção e a adaptação para média ampliam as evidências. Não se presume que o aprendiz aprendeu apenas porque concluiu a atividade.

Estados possíveis do juízo

Evidência insuficiente · Indícios favoráveis · Resultado sustentado no contexto avaliado · Necessita nova verificação. Esses estados são rótulos propostos, não uma escala validada.

2B. Referenciais teóricos e níveis de análise

O MCR-APR-LAC é um modelo conceitual de referência, não uma teoria psicológica única. Os referenciais abaixo têm objetos, métodos e alcances diferentes. As relações são propostas para estudo e validação bibliográfica, não homologação de uma teoria pelo LAC.

ReferencialNível ou funçãoContribuição ao MCR-APR-LACLimite de interpretação
Plasticidade neural / aprendizagem hebbianaMecanismo biológicoContextualiza modificações em redes neuraisMudança sináptica não comprova compreensão humana
ConexionismoModelagem computacional e cognitivaExplora mudanças em redes e padrões de respostaModelo de rede não equivale automaticamente ao processo educacional
Aprendizagem associativa e behaviorismoComportamento e experiênciaAjuda a especificar respostas observáveis, prática e consequênciasDesempenho observado não esgota a compreensão
CognitivismoProcessos cognitivosOrienta investigação de memória, recuperação, compreensão e transferênciaIndicadores requerem interpretação contextual
Construtivismo e aprendizagem significativaConstrução de conhecimentosOrienta relações com conhecimentos prévios, explicações e revisão conceitualAtividade ativa não comprova por si só transformação
SocioconstrutivismoMediação social e culturalExplicita papéis, interação, apoio e desempenho assistidoÉ necessário distinguir ajuda de autonomia demonstrada
Aprendizagem experiencialExperiência e reflexãoArticula vivência, reflexão, experimentação e revisãoVivência sem evidência de mudança não basta
Sistemas dinâmicosAbordagem transversal de sistemasAnalisa emergência, reorganização e trajetóriasAuto-organização não implica necessariamente aprendizagem

Separação de escopos: o estudo de um computador biológico com organoides pertence ao domínio de arquiteturas de computação. Ele pode ser usado como caso de contraste para discutir aprendizagem, mas o sujeito aprendiz deste MCR continua definido como pessoa. Qualquer extensão do modelo a sistemas não humanos exigirá decisão explícita sobre fronteira, conceitos e critérios.

2A. Ocorrência, manifestação e verificação da aprendizagem

Distinção central: a aprendizagem pode ocorrer sem manifestação imediatamente observável. A manifestação é um desempenho ou produção; a verificação é o exame de registros, condições e critérios para sustentar ou limitar uma inferência. A verificação não causa a aprendizagem.

Ocorrência

Transformação efetiva, potencialmente decorrente de experiências, estudos, práticas e interações. Não é diretamente equivalente a uma nota, clique ou produto.

Manifestação

Resposta, explicação, desempenho ou produção observável em condições especificadas. Pode ser influenciada por ajuda, familiaridade, cansaço e contexto.

Verificação

Investigação de manifestações e registros com critérios, comparações e exame de explicações alternativas. Produz um juízo com alcance e incertezas declarados.

Relações propostas

Experiência situada → possível transformação → manifestação observável → registro → interpretação como evidência → verificação → juízo fundamentado. Esta cadeia representa uma sequência de investigação, não uma garantia causal nem uma ordem obrigatória para todo percurso.

Retenção: persistência examinada após um intervalo relevante; transferência: mobilização em contexto ou problema diferente; autonomia: grau de apoio recebido e capacidade de executar, explicar ou decidir sem ele. Nenhum desses indicadores isolado prova aprendizagem em todos os casos.

Reação imediata, maturação, adaptação temporária, memorização de resposta, ajuda externa e mudanças no contexto devem ser consideradas quando pertinentes. Algumas adaptações, como certas formas de habituação, também podem ser aprendizagem; os conceitos não são categorias sempre excludentes.

2. Knowgrama da Aprendizagem no LAC — visão atual

O knowgrama relaciona sujeito aprendiz, objeto de aprendizagem, conhecimentos prévios, processo, atividades, produções, evidências, avaliação, devolutiva e adaptação. Distingue jornada planejada, percurso realizado e experiência do aprendiz, com interfaces para os modelos de conhecimento e pesquisa.

Knowgrama da Aprendizagem no LAC: sujeito aprendiz, objeto de aprendizagem, objetos de conhecimento, jornada planejada, percurso realizado, experiência, atividades, produções, evidências, avaliação e adaptação, integrados à pesquisa e ao conhecimento.
Figura — Knowgrama da Aprendizagem no LAC · Modelos integrados. Clique na imagem para ampliá-la. Caminho relativo: assets/img/knowgrama_aprendizagem_lac.png.

3. Catálogo de entidades

4. Relações e cardinalidades propostas

Cada cardinalidade indica o número de destinos possíveis para uma ocorrência da origem. Zero pode significar ausência de registro ou formalização progressiva, sem negar a existência do fenômeno. Relações compartilhadas podem ser N:N; a tabela não substitui um modelo lógico de dados.

OrigemRelaçãoDestinoDestinos por origem
Aprendizagemtem como sujeitoSujeito aprendiz1..N
AprendizagemrecortaObjeto de aprendizagem1..N
Objeto de aprendizagemrefere-se aReferente1..N
Aprendizagemocorre emContexto1..N
Aprendizagempode ser motivada porMotivação0..N
Sujeito aprendizmobilizaConhecimento prévio0..N registros
Necessidade de aprendizagemorientaObjetivo de aprendizagem0..N
Aprendizagemexplicita progressivamenteObjetivo de aprendizagem0..N; ≥1 ao formalizar
AprendizagemorganizaProcesso de aprendizagem0..N descrições
Processo de aprendizagemorganizaAtividade1..N
Registro da experiênciadocumenta a vivência emAtividade1..N
AtividademobilizaRecurso e representação0..N
AtividadegeraProdução do aprendiz0..N
Produção do aprendizpode fundamentarEvidência de aprendizagem0..N
Evidência de aprendizagemé interpretada porAvaliação0..N
AvaliaçãousaCritério de avaliação1..N
Objetivo de aprendizagemé operacionalizado porCritério de avaliação1..N ao avaliar
Avaliaçãopode gerarDevolutiva0..N
AvaliaçãofundamentaDecisão de adaptação0..N
Decisão de adaptaçãoajustaAtividade1..N
Evidência de aprendizagemsustenta ou limitaResultado de aprendizagem0..N
Resultado de aprendizagempode manifestar-se emTransferência0..N
KnowgramarepresentaObjeto de aprendizagem1..N
Experiência situadapode contribuir paraTransformação do aprendiz0..N; não pressupõe ocorrência
Transformação do aprendizpode manifestar-se emDesempenho ou produção observável0..N
Manifestação observávelé documentada porRegistro de observação0..N
Registro de observaçãopode fundamentarEvidência interpretada0..N
Verificação da aprendizagemexaminaEvidências e explicações alternativas1..N evidências ao concluir
Verificação da aprendizagemproduzJuízo fundamentado0..N
Avaliaçãopode examinarRetenção0..N
AvaliaçãoregistraCondições e apoio recebido1..N ao avaliar

A participação liga sujeito, papel, situação e período. Evidências devem ligar produção, aprendiz, atividade, objetivo, critério, autoria e data. Adaptações devem ligar avaliação, justificativa, responsável e atividade ajustada.

5. Distinções que orientam o uso

Processo e jornada

O processo organiza atividades e responsabilidades. A jornada planejada compõe o percurso pretendido; a navegação registra o percurso realizado e os relatos documentam parcialmente a experiência vivida.

Objeto e recurso

O objeto delimita o que se aprende. Texto, áudio, vídeo, simulação e knowgrama são recursos para trabalhar esse objeto.

Produção e evidência

Um artefato torna-se evidência ao ser relacionado a um objetivo e interpretado por critérios. Sua existência, por si só, não prova aprendizagem.

Resultado e produto

Um programa executável é um produto. Saber explicá-lo, depurá-lo e adaptá-lo pode fundamentar a inferência de um resultado de aprendizagem.

Aprendizagem significativa e conhecimentos prévios

O modelo prevê registrar relações construídas entre o novo conteúdo e o que o aprendiz já conhece. Uma atividade pode solicitar explicação dessas relações e identificação de uma concepção revista; o rótulo “significativa” não substitui a análise das evidências.

Modalidades, preferências e estratégias

Áudio, imagens, leitura, escrita e ação prática são tratados como modalidades de representação e participação. Neste modelo, a escolha de recursos considera objetivo, acessibilidade, contexto, preferência manifestada e resultados observados, sem classificar o sujeito em um estilo fixo nem diagnosticar inteligência.

6. Papéis e participação da IA

PapelResponsabilidade no modeloRegistro observável
AprendizExplorar, produzir, explicar, pedir apoio e autorregular sua participação.Tentativas, explicações, dúvidas e autoavaliação.
ProfessorPlanejar situações didáticas, definir critérios, mediar e avaliar.Plano, avaliações e devolutivas justificadas.
MentorApoiar o planejamento, a reflexão e a revisão do percurso.Perguntas orientadoras e propostas de estratégia.
ColaboradorCompartilhar perspectivas e revisar produções entre pares.Contribuições e comentários com autoria.
IA — apoio tecnológicoSugerir explicações, exemplos, perguntas e análises, conforme escopo definido.Função, entradas, saídas, limites e revisão humana.

A mesma pessoa pode assumir mais de um papel. Professor e mentor podem colaborar no desenho das estratégias. A IA é registrada como sistema de apoio; decisões pedagógicas e juízos de validação têm responsabilidade humana identificada.

7. Exemplo explorável — Algoritmos 01

Referente: algoritmos. Objeto: entrada, processamento, saída e atribuição. Necessidade: distinguir dado, operação e resultado. Objetivo: executar e explicar um algoritmo de soma e adaptá-lo a uma variação.

Atividade: receber dois valores, calcular a soma, produzir pseudocódigo e tabela de execução, explicar cada passo. Critérios: entradas identificadas; atribuições rastreadas; saída correta; explicação coerente; revisão de uma variação.

Exemplos de decisões pedagógicas propostas, sem diagnóstico automático. A escolha ilustra relações do modelo; não mede a aprendizagem do visitante.

8. Regras de integridade e governança

  1. Uma situação formalizada identifica aprendiz, objeto, contexto, objetivos, responsável e versão. Registros exploratórios podem permanecer provisórios.
  2. Cada objetivo avaliado possui atividade e critérios explícitos; critérios devem ser compreensíveis ao aprendiz.
  3. Uma evidência identifica a produção ou desempenho observado, sua autoria, data, atividade, objetivo e critério de interpretação.
  4. Resultados são registrados como esperados, em análise ou sustentados por evidências, com limites. Ausência de evidência não equivale automaticamente à ausência de aprendizagem.
  5. Tempo de tela, cliques, conclusão e satisfação não são usados isoladamente para declarar um objetivo atingido.
  6. Decisões de adaptação registram evidência considerada, justificativa, mudança proposta, responsável e revisão posterior.
  7. Conhecimentos prévios e necessidades são revisáveis; preferências de formato não se tornam categorias fixas do aprendiz.
  8. Processo, jornada planejada, percurso realizado e experiência vivida permanecem distinguíveis e relacionados por atividades e registros.
  9. Intervenções de IA identificam função, insumos relevantes, saída utilizada e revisão humana; produções assistidas preservam a proveniência.
  10. Coletar somente dados necessários ao acompanhamento; explicitar acesso, finalidade e conservação segundo as regras aplicáveis do LAC.
  11. Knowgramas identificam referente, objetivo, contexto, fontes, autoria, versão e estado de validação.
  12. Separar ocorrência, manifestação, registro, evidência, verificação e juízo; não representar verificação como causa da aprendizagem.
  13. Ao concluir sobre aprendizagem, declarar condições, apoio recebido, intervalo, critérios e explicações alternativas relevantes.
  14. Tratar retenção e transferência como possíveis evidências adicionais, não como requisitos universais nem garantias isoladas.
  15. Distinguir teorias educacionais humanas de mecanismos neurais e modelos computacionais; registrar os limites de cada aproximação.

9. Integração com conhecimento, pesquisa e organização do LAC

InterfaceArticulação proposta
Modelo do conhecimentoAprender transforma a relação do sujeito com objetos e representações; o resultado pode ser representado e compartilhado como conhecimento.
Modelo da pesquisaInvestigar pode integrar uma atividade de aprendizagem. A pesquisa busca conhecimento justificável; a avaliação da aprendizagem examina a transformação do aprendiz.
KnowgramasPodem ser recursos, produções do aprendiz e representações revisáveis dos resultados.
Sistema de aprendizagem ajustávelRelaciona papéis, atividades, evidências, avaliação e decisões de adaptação.
GovernançaDefine responsabilidade, validação, proveniência, uso de IA e tratamento dos registros.

Nome do arquivo: modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html. Localização definida: fundamentos/modelo_conceitual_referencia_aprendizagem_lac.html. Localização confrontada com as regras canônicas: a função predominante de explicação de conceitos e modelos corresponde a fundamentos/. O caráter transversal do modelo não determina sozinho sua pasta.

Esta versão fornece links relativos entre os três modelos em /fundamentos/. Os vínculos de dados são um contrato proposto, sem sincronização automática.

10. Fontes, proveniência e decisões editoriais

Fonte principal efetivamente examinada: anexo aprendizagem(20261020-143940).html, “Aprendizagem — O Livro que Aprende”, de Walter Dominguez. Foram aproveitados: compreensão, habilidade, discernimento, aprender a aprender, processo sistêmico, participação ativa, prática, mediação e construção interativa.

Referência de estrutura examinada: modelo_conceitual_referencia_pesquisa_lac.html, MCR-PES-LAC v1.1, de 20/10/2026: finalidade, visão sistêmica, entidades, relações, regras, instância e validação.

Elaboração desta proposta: catálogo, cardinalidades, regras, papéis, exemplo e decisões de adaptação são uma síntese de modelagem produzida com apoio de IA, pendente de revisão de Walter Dominguez. Não constituem transcrição do anexo.

O que foi revisto na fonte
  • Os formatos auditivo, visual, leitura/escrita e prática passaram a ser recursos e modalidades, sem teste de estilo predominante.
  • Não foram reproduzidos os links de índice sem seção correspondente nem o teste apenas anunciado no anexo.
  • As imagens externas não fornecidas foram substituídas pelo diagrama vetorial incorporado.
  • Foram acrescentados objetivos verificáveis, evidências, avaliação, proveniência, autorregulação e adaptação.
Referências citadas pelo anexo — não verificadas nesta elaboração

O anexo menciona “O que é afinal Aprendizagem Significativa?”, atribuído a Moreira (2012), e “Aprender a Aprender”, atribuído a Oakley (2020). São pistas bibliográficas herdadas, não fontes diretamente consultadas nem validação científica desta proposta. Conferir dados bibliográficos e textos antes de homologar a fundamentação teórica.

Revisão proposta v1.2 (29/10/2026): acrescentadas distinções entre ocorrência, manifestação e verificação; matriz comparativa de referenciais; protocolo conceitual T₀/T₁/T₂; relações, regras e glossário complementares. Os referenciais não foram submetidos a revisão bibliográfica sistemática nesta entrega. A imagem do knowgrama permanece a da versão anterior, pendente de redesenho e verificação do caminho relativo.

11. Critérios de aceitação

Checklist de revisão desta proposta. As marcações valem nesta sessão da página e não registram uma homologação permanente.

Como usar

Comece por uma situação concreta: quem aprende, o que deseja compreender ou fazer e em qual contexto. Identifique o conhecimento prévio e formule um objetivo. Escolha uma atividade e os critérios para interpretar sua produção.

Explore o catálogo e o exemplo. Registre o percurso realizado e os relatos de experiência, analise as evidências e justifique a próxima adaptação. Use as regras para revisar a consistência e o checklist para preparar a validação humana.

Conhecimentos prévios

Para explorar a página basta reconhecer uma situação em que alguém aprende. O glossário explica os termos do modelo.

Para especificar ou integrar sistemas, ajuda conhecer entidades, relações, cardinalidades, critérios de avaliação e proveniência. Uma cardinalidade 0..N permite nenhum ou vários registros; 1..N exige ao menos um.

Glossário A–Z

Aprendizagem: Processo de transformação de conhecimentos, habilidades e discernimento do sujeito por experiência, estudo, prática e interação.

Atividade: Ação situada realizada pelo aprendiz para explorar, produzir, praticar ou refletir.

Avaliação: Interpretação das evidências segundo critérios e contexto, explicitando limites.

Competência: Mobilização articulada de conhecimentos, habilidades e critérios de julgamento em uma situação.

Conhecimento prévio: Conceitos, experiências e procedimentos que o aprendiz já mobiliza, incluindo concepções a revisar.

Contexto: Condições sociais, culturais, materiais, temporais e tecnológicas da aprendizagem.

Critério de avaliação: Referência explícita para interpretar uma produção ou desempenho.

Decisão de adaptação: Escolha justificada de ajuste em atividade, ritmo, recurso ou apoio, com autoria e revisão.

Devolutiva: Informação sobre a produção ou processo que orienta o próximo passo.

Estratégia pedagógica: Organização intencional do apoio e das atividades em função de objetivos e contexto.

Evidência de aprendizagem: Registro interpretado em relação a objetivo e critério, que sustenta ou limita uma inferência sobre aprendizagem.

Fonte e proveniência: Origem e histórico rastreável de conteúdos, recursos, produções e intervenções.

Interação e mediação: Troca com pessoas, artefatos ou sistemas que oferece orientação, perguntas e apoio.

Jornada planejada de aprendizagem: Composição intencional de objetos, representações e atividades para um objetivo e contexto; admite revisão.

Knowgrama: Representação estruturada de conceitos e relações, com referente, objetivo, contexto e proveniência.

Metacognição e autorregulação: Planejamento, acompanhamento e revisão que o aprendiz faz de sua própria aprendizagem.

Motivação: Curiosidade, interesse, necessidade ou desafio que inicia ou sustenta o envolvimento.

Necessidade de aprendizagem: Lacuna ou demanda percebida entre a situação atual e a pretendida.

Objetivo de aprendizagem: Transformação pretendida, descrita de modo que possa orientar atividades e avaliação.

Objeto de aprendizagem: Recorte do referente sobre o qual se pretende aprender; neste modelo, não é sinônimo de recurso didático digital.

Participação e papel: Vínculo de um sujeito com responsabilidades em uma situação de aprendizagem; pode assumir vários papéis.

Processo de aprendizagem: Organização das atividades, recursos, responsabilidades e controles; sua descrição pode ser revista.

Produção do aprendiz: Resposta, explicação, execução ou artefato resultante de uma atividade.

Recurso e representação: Meio utilizado na atividade: texto, áudio, diagrama, knowgrama, exemplo, simulador ou objeto físico.

Referente: Aquilo a que o conhecimento ou sua representação se refere: fenômeno, entidade, situação ou prática.

Resultado de aprendizagem: Mudança inferida a partir de evidências; pode envolver compreensão, habilidade e discernimento.

Sujeito aprendiz: Pessoa que aprende, com história, conhecimentos prévios, interesses e condições de participação.

Transferência: Mobilização do aprendido em situação diferente da atividade original.

Manifestação da aprendizagem: Desempenho, resposta ou produção observável que pode expressar, sob condições específicas, uma transformação do aprendiz.

Ocorrência da aprendizagem: Transformação efetiva do sujeito que não depende de observação imediata para ocorrer.

Retenção: Persistência de uma capacidade ou resposta após intervalo relevante, avaliada em condições declaradas.

Verificação da aprendizagem: Investigação de registros e manifestações segundo critérios, contexto e explicações alternativas.

Juízo fundamentado: Conclusão sobre aprendizagem com evidências, alcance, incertezas e responsabilidade explicitados.

Explicação alternativa: Hipótese diferente da aprendizagem que pode explicar o desempenho observado, como apoio, maturação ou variação contextual.