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Modelo reutilizável de gestão

Modelo de Jornada de Revisão de Área do LAC

Este documento estabelece um modelo geral para revisar qualquer pasta ou área estrutural do LAC. Ele organiza a passagem de uma estrutura existente, parcialmente conhecida ou desatualizada para uma área inventariada, classificada, decidida, atualizada, validada e registrada como linha de base.

O modelo foi consolidado a partir da primeira execução da JOR-AUT-001 — Revisão da Pasta Autor do LAC, que passa a funcionar como caso de referência, sem limitar a aplicação do método à pasta autor/.

Inventário físico Matriz de decisão Prioridades Plano de execução Validação de links Linha de base Reexecução

1. Finalidade

A jornada de revisão de área existe para tratar, de forma governada, a manutenção estrutural de uma pasta do LAC. Seu resultado não é apenas atualizar arquivos isolados, mas restabelecer a coerência entre:

Estrutura física

Pastas, arquivos, nomes, versões, recursos e caminhos existentes.

Estrutura conceitual

Finalidade da área, objetos de conhecimento, papéis, jornadas e relações.

Estrutura operacional

Prioridades, decisões, execução, validação, publicação e manutenção futura.

Resultado esperado: uma área fisicamente conhecida, conceitualmente delimitada, navegável, auditável e integrada às demais áreas do LAC.

2. Quando aplicar

Este modelo deve ser considerado quando ocorrer uma ou mais situações:

  • a pasta cresceu sem revisão estrutural;
  • há arquivos duplicados, históricos, provisórios ou sem finalidade clara;
  • o índice da área não representa a estrutura física real;
  • existem referências antigas a OLA, LAK ou modelos superados;
  • os limites entre áreas, papéis ou responsabilidades estão confusos;
  • há links quebrados ou navegação incompleta;
  • uma nova camada, papel ou regra de governança afeta a área;
  • é necessário registrar uma linha de base antes de nova implantação;
  • uma revisão anterior precisa ser repetida em outro momento.
A existência de uma inconsistência isolada não exige necessariamente uma jornada completa. A jornada é indicada quando a manutenção envolve múltiplos arquivos, decisões relacionadas ou impactos estruturais.

3. Princípios do modelo

Objeto principal determina a localização

Um arquivo deve ficar na área correspondente ao objeto que representa, mesmo que influencie ou seja utilizado por outras áreas.

Inventariar antes de decidir

Nenhuma reorganização deve começar apenas por impressão geral. Primeiro confirma-se o que existe.

Decidir antes de mover

Transferências, renomeações e exclusões devem decorrer de uma decisão registrada, e não de uma ação isolada no sistema de arquivos.

Não excluir apenas pelo nome

Conteúdo, data, referências, função e valor histórico precisam ser examinados antes de qualquer retirada.

Separar autoria de gestão

A área revisada contém seus objetos próprios; a jornada, a matriz e o controle da revisão pertencem à Gestão do LAC.

Preservar a linha de base

A matriz encerrada não deve ser sobrescrita por uma revisão futura. Cada nova execução produz seu próprio registro.

4. Identificação da jornada

A identificação deve separar o modelo, a jornada e sua execução.

Elemento Função Exemplo
Modelo Define o método reutilizável. modelo_jornada_revisao_area_lac.html
Jornada Identifica a revisão de uma área específica. JOR-AUT-001
Execução Identifica uma ocorrência concreta da jornada. EXE-001
Linha de base Preserva os artefatos encerrados daquela execução. JOR-AUT-001-EXE-001

Convenção sugerida de códigos

Área Prefixo sugerido Exemplo
AutorAUTJOR-AUT-001
FundamentosFUNJOR-FUN-001
ArquiteturaARQJOR-ARQ-001
GovernançaGOVJOR-GOV-001
QualidadeQUAJOR-QUA-001
ProjetoPROJOR-PRO-001
DomíniosDOMJOR-DOM-001

5. Estrutura documental recomendada

A estrutura deve permanecer simples na primeira execução e crescer apenas quando houver repetição da jornada.

Primeira execução

governanca/ └── gestao_do_lac/ └── jornadas/ └── jor_[area]_001/ ├── jornada_revisao_[area]_lac.html ├── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.xlsx └── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.html

Quando surgir uma segunda execução

jor_[area]_001/ ├── jornada_revisao_[area]_lac.html └── execucoes/ ├── exe_001/ │ ├── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.xlsx │ └── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.html └── exe_002/ ├── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-002.xlsx └── matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-002.html
Não é obrigatória uma pasta separada de evidências. Ela só deve ser criada quando a jornada produzir um conjunto real de relatórios, capturas, logs, auditorias ou comprovantes independentes.

6. Papéis envolvidos

Papel Responsabilidade na jornada
Gestor Abre a jornada, define escopo, organiza prioridades, acompanha execução e encerra a revisão.
Responsável pela área Explica a finalidade da pasta, valida decisões e confirma o destino dos objetos.
Autor ou editor Atualiza conteúdo, nomes, metadados, navegação e relações.
Qualidade Verifica critérios, links, acessibilidade, integridade e completude.
IA ou ferramenta Apoia inventário, comparação, classificação, geração de matriz e testes, sem substituir a decisão responsável.
Uma mesma pessoa pode exercer vários papéis, mas as responsabilidades devem continuar conceitualmente separadas.

7. Pré-requisitos

Pré-requisitos mínimos para iniciar

  • pasta ou área a revisar definida;
  • responsável identificado;
  • acesso ao ambiente de desenvolvimento;
  • inventário físico inicial possível;
  • critério provisório de pertencimento à área;
  • índice atual da pasta, quando existir.

Pré-requisitos para concluir

  • modelo conceitual e fundamentos aplicáveis;
  • critérios de governança e qualidade;
  • estrutura de destino das transferências;
  • ambiente para testar links;
  • processo de publicação e paridade;
  • registro da decisão final.

8. Etapas da jornada

Abrir Delimitar Inventariar Classificar Decidir Priorizar Executar Validar Registrar Encerrar
Etapa Pergunta orientadora Entrega
1. AberturaPor que a revisão é necessária?Jornada identificada e estado inicial registrado.
2. DelimitaçãoQual pasta, profundidade e ambiente serão considerados?Escopo e fronteiras.
3. InventárioO que existe fisicamente?Lista confirmada de pastas, arquivos e recursos.
4. ClassificaçãoQual é a finalidade e a situação de cada item?Inventário enriquecido.
5. DecisãoO que fazer com cada item?Matriz de decisão.
6. PriorizaçãoEm que ordem as decisões devem ser tratadas?Prioridades e dependências.
7. ExecuçãoQue mudanças serão realizadas?Arquivos atualizados, movidos, integrados ou preservados.
8. ValidaçãoA estrutura e a navegação funcionam?Links, conteúdo, localização e critérios verificados.
9. RegistroComo preservar as decisões e o resultado?Linha de base XLSX e representação HTML.
10. EncerramentoAs condições de término foram atendidas?Jornada encerrada ou pendências formalizadas.

9. Inventário físico

O inventário deve registrar a estrutura observada sem antecipar decisões. Ele pode ser feito por listagem do sistema, capturas de tela, script ou combinação dessas fontes.

Profundidade do inventário

Nível Condição Como registrar
Raiz da área Obrigatório Todos os arquivos e subdiretórios do primeiro nível.
Subpastas estruturais Obrigatório quando afetam a decisão Conteúdo interno e função da subpasta.
Subpastas profundas Conforme escopo Registrar como pendente quando não abertas.
Recursos não HTML Obrigatório Imagens, planilhas, JSON, scripts, PDFs e outros formatos.
O inventário pode ser considerado completo no nível observado e ainda permanecer incompleto em profundidade. Essa condição deve ser declarada, não presumida.

10. Matriz de decisão

Cada item inventariado deve receber uma classificação e uma decisão preliminar. A matriz pode ser mantida em .xlsx para filtragem e ordenação, acompanhada por uma representação .html para consulta no navegador.

Campo Finalidade
IDIdentificador estável do item dentro da execução.
CaminhoLocalização física observada.
TipoHTML, imagem, planilha, diretório, script ou outro.
Finalidade presumidaFunção inferida pelo nome, localização e conteúdo disponível.
Situação atualVigente, histórico, triagem, provável duplicidade, desatualizado ou não inventariado em profundidade.
Decisão preliminarAção recomendada antes da execução.
Destino propostoLocalização esperada após a revisão.
PrioridadeP1, P2, P3 ou P4.
Confirmação necessáriaLeitura, comparação, teste ou decisão ainda exigida.
ObservaçõesRiscos, relações, dependências e justificativas.

Vocabulário inicial de decisões

  • manter e atualizar;
  • manter e reclassificar;
  • manter e reclassificar conteúdo;
  • renomear, atualizar ou preservar como histórico;
  • transferir ou integrar a outra área;
  • comparar e integrar ou diferenciar;
  • manter, dividir ou transferir partes;
  • inventariar e classificar em profundidade;
  • retirar somente após confirmação de duplicidade ou perda de função.

11. Prioridades

Prioridade Significado Exemplos
P1 Crítica para orientar ou desbloquear a jornada. Índice da área, organização, jornada central, links quebrados estruturais.
P2 Alta; necessária durante a reorganização principal. Duplicidades relevantes, páginas públicas, subáreas ativas.
P3 Média; decorrente das decisões centrais. Mapas, imagens, documentação complementar e históricos organizados.
P4 Baixa; sem impacto imediato na arquitetura vigente. Cópias antigas, versões acadêmicas ou materiais de preservação.
Prioridade não é o mesmo que complexidade. Um item P1 pode ser simples de atualizar, enquanto um item P2 pode exigir comparação extensa.

12. Plano de execução

Dentro de cada prioridade, recomenda-se ordenar as decisões da menor para a maior ambiguidade e impacto estrutural.

Ordem Etapa de execução Decisões típicas
1Atualização diretaManter e atualizar; manter e revisar.
2Reclassificação simplesManter e reclassificar.
3Reclassificação de conteúdoSeparar categorias internas.
4Renomeação e tratamento históricoAtualizar nome ou preservar versão.
5Transferência ou integraçãoMover ou integrar com outra área.
6Comparação e consolidaçãoComparar arquivos e eliminar sobreposição.
7Divisão estruturalSeparar partes e redistribuir conteúdo.
8Inventário em profundidadeAbrir subpastas e classificar itens internos.

A sequência de ordenação recomendada é:

Prioridade → ordem de execução → decisão preliminar → destino proposto → ID

13. Validação

Validação física

  • arquivos existem no destino;
  • nomes e caminhos correspondem ao inventário;
  • não ficaram cópias indevidas;
  • recursos associados foram preservados.

Validação de navegação

  • links de cabeçalho;
  • breadcrumb;
  • links internos e externos;
  • retorno ao índice e à área superior;
  • links para downloads e representações HTML.

Validação conceitual

  • objeto principal pertence à área;
  • papéis e responsabilidades estão separados;
  • terminologia corresponde ao LAC atual;
  • relações com outras áreas estão explícitas.

Validação de qualidade

  • acessibilidade e responsividade;
  • metadados e títulos;
  • clareza da finalidade;
  • integridade e completude;
  • paridade entre desenvolvimento e produção.

14. Condições de término

Conclusão técnica

  1. o inventário definido no escopo foi concluído;
  2. cada item recebeu finalidade, situação e decisão;
  3. as ações prioritárias foram executadas;
  4. o índice da área representa a estrutura vigente;
  5. os links foram testados;
  6. os objetos estão em local coerente com sua finalidade;
  7. as pendências remanescentes possuem destino formal.

Encerramento da jornada

  1. a conclusão técnica foi atendida;
  2. os impactos externos foram tratados;
  3. a versão foi validada em desenvolvimento;
  4. a publicação foi realizada, quando prevista;
  5. a paridade foi verificada;
  6. a matriz final foi preservada como linha de base;
  7. o estado da execução foi atualizado para encerrada.

15. Linha de base da execução

Ao final da execução, a matriz deixa de ser um artefato operacional vivo e passa a ser um registro histórico das decisões daquela revisão.

Arquivo XLSX

Mantém a estrutura original, as visões, filtros, ordenações e plano de execução.

Representação HTML

Permite consulta no navegador e pode oferecer link para download do XLSX original.

Regra: a linha de base encerrada não deve ser sobrescrita por uma revisão futura. Correções indispensáveis precisam receber nova versão identificada ou nova execução.

16. Reexecução da jornada

Quando a mesma área precisar ser revisada novamente, a jornada pode conservar seu código e abrir uma nova execução.

Execução Função
EXE-001 Primeira linha de base da revisão.
EXE-002 Nova revisão realizada em outro momento.
EXE-003 Revisão posterior, preservando as anteriores.

A nova execução deve:

  • produzir novo inventário;
  • comparar a estrutura atual com a linha de base anterior;
  • gerar nova matriz;
  • registrar alterações, permanências e novas decisões;
  • preservar integralmente as execuções anteriores.

17. Template operacional da jornada

Ao criar uma jornada concreta, preencher pelo menos os campos abaixo:

Código da jornada: Título: Área revisada: Caminho da pasta: Execução: Responsável: Data de abertura: Motivo: Problema tratado: Escopo: Fora do escopo: Pré-requisitos: Inventário físico: Matriz de decisão: Prioridades: Plano de execução: Critérios de validação: Condições de término: Linha de base: Pendências derivadas: Estado: Data de encerramento:

Nome sugerido para a jornada

jornada_revisao_[nome_da_area]_lac.html

Nomes sugeridos para os artefatos

matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.xlsx matriz_decisao_inventario_[area]_JOR-[AREA]-001-EXE-001.html

18. Exemplos de aplicação

Área Jornada possível Questões típicas
autor/ JOR-AUT-001 Papel Autor, produção, lacunas, rotinas, relação com Gestão.
fundamentos/ JOR-FUN-001 Conceitos, vocabulário, modelo de referência e sobreposições.
arquitetura/ JOR-ARQ-001 Sistemas, linguagens, navegação, implantação e redundâncias.
governanca/ JOR-GOV-001 Regras, papéis, decisões, controles e gestão.
qualidade/ JOR-QUA-001 Critérios, auditorias, checklists e evidências.
projeto/ JOR-PRO-001 Programas, projetos, demandas, entregas e P&D.
dominios/ JOR-DOM-001 Domínios ativos, critérios de entrada, mapas e aplicações.
Caso de referência: a JOR-AUT-001 demonstra a aplicação concreta deste modelo e pode ser consultada para exemplos de inventário, matriz, prioridades, validação e linha de base.