LAC
Ontologia do LAC v1.2 — revisão proposta Especificação semântica · classes, relações e condições de coerência
Fundamentos · Ontologia · Síntese evolutiva

Ontologia do LAC v1.2 — revisão proposta

Esta página especifica as categorias, relações e condições de coerência usadas para representar o universo conceitual do LAC. A revisão distingue a especificação proposta do histórico que levou à sua elaboração.

Estado documental — 26/10/2026: revisão proposta para avaliação humana. A preparação deste arquivo não comprova aprovação canônica nem publicação. Caminho desta entrega: fundamentos/ontologia_lac.html. A localização é mantida conforme solicitação do autor; não registra decisão de migração.
Origem: Ontologia do OLA Base atual: Ontologia do LAC v1.0 Resultado: Ontologia do LAC v1.2 — revisão proposta Função: referência semântica do LAC
Ideia central: a Ontologia do LAC funciona como referência semântica comum para identificar o que cada elemento é, distingui-lo de elementos próximos e explicitar como ele se relaciona com o restante do sistema.

Problema resolvido e finalidade

Problema resolvido

Evitar ambiguidades e inconsistências na identificação, classificação e relacionamento dos elementos do LAC, fornecendo uma referência semântica comum para pessoas, páginas, Knowgramas, sistemas e processos.

Pergunta que a página resolve:
Quando encontro ou crio alguma coisa no LAC, como sei exatamente o que ela é e como ela se relaciona com o restante do sistema?

Finalidade

Definir e manter o vocabulário ontológico de referência do LAC, estabelecendo classes, tipos, propriedades, papéis, estados, relações, restrições e especializações que sustentem sua organização, navegação, modelagem e evolução.

Efeito esperado:
permitir que pessoas e sistemas usem os mesmos conceitos com significado suficientemente estável, sem impedir que a ontologia evolua quando o próprio LAC evoluir.

Definição resultante

A Ontologia do LAC é a especificação explícita das entidades, tipos, propriedades, papéis, estados, relações, contextos e restrições necessárias para representar e operar o universo conceitual do LAC de maneira consistente, navegável, rastreável e evolutiva.

Ela responde a duas perguntas complementares:
1. O que existe no universo do LAC e como essas coisas se relacionam?
2. Como essa estrutura semântica é usada concretamente em páginas, Knowgramas, grafos, trilhas, sistemas e processos?

Núcleo ontológico

Tipo
classifica a natureza da entidade
Propriedade
caracteriza a entidade
Papel
função contextual
Estado
condição em determinado instante
Instância
ocorrência concreta de um tipo
ENTIDADETudo aquilo que pode ser distinguido no universo do LAC.
Relação
conexão semântica
Evento
ocorrência que provoca mudança
Processo
transformação ao longo do tempo
Contexto
condições de interpretação e uso
Perspectiva
ponto de vista do observador/modelador

Catálogo de classes

As definições desta revisão são propostas de referência. Classes auxiliares completam os domínios e alcances usados nas relações. A lista não afirma que toda categoria seja fundamental.

Pessoa

Agente humano que observa, aprende, interpreta, cria, revisa, valida ou utiliza conhecimento.

Problema

Situação que demanda compreensão, explicação, decisão ou intervenção.

Pergunta

Formulação explícita de uma necessidade de conhecimento.

Contexto

Conjunto de condições que situa e delimita significado, interpretação e uso.

Recorte

Seleção intencional de uma parte da realidade, sistema ou domínio.

Domínio

Campo delimitado de assuntos e problemas adotado para organizar o conhecimento no LAC.

Área

Agrupamento temático usado na organização do conhecimento; sua relação com domínios deve ser declarada no contexto.

Disciplina

Campo organizado de investigação e prática, com objetos, métodos e tradições próprios. Não é sinônimo automático de domínio ou área.

Conceito

Unidade abstrata de significado.

Conhecimento

Conteúdo interpretado, estruturado e utilizável em determinado contexto.

Evidência

Elemento usado para sustentar, revisar ou contestar afirmações e modelos.

Modelo

Abstração estruturada usada para compreender, explicar, prever ou operar.

Representação

Forma de expressão de um modelo ou conteúdo de conhecimento.

Artefato

Materialização concreta de uma representação.

Sistema

Conjunto organizado de elementos e relações orientado a uma finalidade.

Processo

Transformação organizada ao longo do tempo.

Evento

Ocorrência identificável que pode provocar mudança de estado.

Decisão

Escolha realizada por um agente a partir de conhecimento, critérios, evidências e contexto.

Classes auxiliares das relações

Fenômeno

Ocorrência ou aspecto da realidade tomado como objeto de descrição ou modelagem.

Tema

Assunto abordado por um artefato; não equivale automaticamente a uma classe ou conceito.

Fundamento

Base teórica, conceitual ou metodológica explicitada para sustentar uma regra ou modelo.

Regra

Enunciado que estabelece uma condição, obrigação, permissão ou critério verificável.

Princípio

Orientação geral que fundamenta escolhas e práticas.

Ação

Intervenção realizada por um agente em um contexto.

Afirmação

Enunciado cujo conteúdo pode ser sustentado, revisto ou contestado por evidências.

Objetivo de Aprendizagem

Enunciado do que o aprendiz deverá ser capaz de compreender, explicar ou realizar, usado para orientar atividades e avaliação.

Atividade de Aprendizagem

Ação planejada para favorecer aprendizagem; sua realização constitui uma ocorrência de processo.

Recurso de Aprendizagem

Elemento mobilizado em uma atividade para apoiar aprendizagem, como texto, exemplo, simulador ou objeto de aprendizagem.

Critério de Avaliação

Regra usada para julgar uma evidência em relação a um objetivo de aprendizagem.

Especializações operacionais do LAC

A página antiga identificava elementos importantes do ecossistema. Na v1.2 — revisão proposta eles são preservados, mas posicionados sob classes mais gerais.

Página Web

Artefato digital que materializa uma ou mais representações de conhecimento.

Knowgrama

Representação visual estruturada de um modelo de conhecimento; pode ser materializada em HTML, SVG, PNG, PDF etc.

Grafo

Representação de entidades e relações. O arquivo que a registra é um Artefato e materializa essa representação.

Glossário

Artefato semântico que registra termos, definições e relações de significado.

Trilha

Estrutura planejada de um percurso de aprendizagem ou exploração. Seu registro em página ou arquivo é um Artefato que a documenta. A subclassificação de Trilha permanece em avaliação.

Unidade de Organização do Conhecimento

Estrutura delimitada que reúne e relaciona conhecimentos segundo um recorte explícito de assuntos, problemas e contexto, para favorecer sua localização, compreensão, conexão e reutilização no LAC.

Classificação proposta: especialização de Modelo, como modelo de organização do conhecimento. A unidade estabelece um recorte semântico; não se confunde com a pasta, página ou arquivo usado para registrá-la.

Relação com Domínio: um domínio pode funcionar como unidade de organização do conhecimento quando explicita seu escopo, assuntos, problemas e relações. Isso não torna Domínio e Unidade de Organização do Conhecimento sinônimos, nem obriga cada unidade a corresponder a uma pasta em dominios/.

Distinção pedagógica: a Unidade de Aprendizagem organiza objetivos, atividades e avaliação; a Unidade de Organização do Conhecimento organiza conteúdos e suas relações. Uma unidade de aprendizagem pode mobilizar conhecimento organizado em várias unidades, e uma unidade de organização pode apoiar diferentes unidades de aprendizagem. Não se estabelece aqui uma relação automática de subclasse entre ambas.

Exemplo: um recorte sobre programação que conecta conceitos de algoritmo, problema, pseudocódigo e implementação, e os problemas que esses conhecimentos ajudam a compreender ou resolver.

Unidade de Aprendizagem

Estrutura de organização pedagógica que articula objetivos de aprendizagem, atividades, recursos, critérios de avaliação e evidências esperadas, em determinado contexto.

Classificação proposta: especialização de Modelo, como modelo de organização pedagógica. Sua execução é um Processo; a página ou arquivo que a documenta é um Artefato. A unidade não se confunde com um recurso isolado nem com o registro de sua execução.

Exemplo: aprender a formular, representar, implementar e depurar a soma de dois valores, distinguindo aprender a programar de aprender uma linguagem.

Uma trilha pode organizar unidades; uma unidade pode utilizar objetos de aprendizagem. Pode ser aplicada na aula particular invertida, sem se limitar a essa abordagem.

Objeto de aprendizagem

Artefato com finalidade educacional explícita.

Breadcrumb

Estrutura de navegação e contextualização física e semântica.

Motor cognitivo

Componente arquitetural de sistema que transforma entradas em análises, relações e artefatos.

Autor / Aprendiz / Curador

Exemplos de papéis desempenhados por Pessoa. Esta lista não esgota os papéis do LAC; a enumeração vigente deve ser conferida no catálogo de papéis.

Relações semânticas — núcleo + vocabulário operacional

RelaçãoDomínio → alcanceLeituraUso
representaRepresentação → Modelo/ConhecimentoUma representação expressa um modelo ou conteúdo de conhecimento.Distinguir modelo de sua visualização.
materializaArtefato → RepresentaçãoUm artefato concretiza uma representação.Relacionar modelo visual a HTML, SVG, PNG, PDF.
modelaModelo → Conhecimento/FenômenoUm modelo abstrai ou estrutura algo.Explicitar o objeto modelado.
responde_aConhecimento → PerguntaConhecimento ajuda a responder a uma pergunta.Rastrear origem cognitiva.
surge_dePergunta → ProblemaUma pergunta emerge de um problema.Conectar necessidade e investigação.
usa_evidênciaConhecimento/Afirmação/Decisão → EvidênciaUma afirmação ou decisão se apoia em evidência.Rastreabilidade epistemológica.
trata_dePágina/Artefato → Conceito/TemaO artefato aborda determinado conteúdo.Classificação semântica de páginas.
pertence_aEntidade → Domínio/Área/DisciplinaA entidade está situada em determinado campo.Organização por domínio.
explicaPágina/Artefato → Conceito/RelaçãoO artefato explica algo.Finalidade explicativa.
sustentaFundamento/Evidência → Regra/ModeloAlgo fornece sustentação a outra entidade.Rastrear bases conceituais.
orientaPrincípio/Modelo → Decisão/AçãoAlgo orienta uma escolha ou prática.Ligação com governança.
geraProcesso → ArtefatoUm processo produz um artefato; uma pergunta pode motivar esse processo.Pipeline do conhecimento.
compõeEntidade → Sistema/ArtefatoUma entidade integra uma estrutura maior.Modelar agregação.
deriva_deModelo/Artefato → Modelo/ArtefatoAlgo deriva de versão ou entidade anterior.Proveniência e evolução.
evolui_paraEntidade → EntidadeUma entidade se transforma em outra versão/forma.Histórico de evolução.
aplicaDomínio/Artefato → Modelo/PrincípioAlgo aplica um fundamento ou modelo.Separar base conceitual e uso.
relaciona_comEntidade → EntidadeRelação complementar não especializada.Usar apenas quando não houver relação mais específica.
tem_objetivoUnidade de Aprendizagem → Objetivo de AprendizagemA unidade explicita o que se pretende aprender.Relacionar planejamento e finalidade.
organiza_atividadeUnidade de Aprendizagem → Atividade de AprendizagemA unidade articula atividades para seus objetivos.Documentar a proposta pedagógica.
utiliza_recursoUnidade de Aprendizagem → Recurso de AprendizagemA unidade prevê recursos de apoio às atividades.Identificar materiais e ferramentas.
define_criterioUnidade de Aprendizagem → Critério de AvaliaçãoA unidade explicita como as evidências serão apreciadas.Tornar a avaliação verificável.
preve_evidenciaUnidade de Aprendizagem → EvidênciaA unidade especifica o tipo de evidência esperado; a ocorrência efetiva é registrada na execução.Distinguir evidência prevista de evidência obtida.
documenta_unidadeArtefato → Unidade de AprendizagemUm artefato registra a estrutura pedagógica de uma unidade.Distinguir unidade e documento.
organiza_conhecimentoUnidade de Organização do Conhecimento → ConhecimentoA unidade reúne e relaciona conteúdos segundo seu recorte.Explicitar a organização semântica.
delimita_assuntoUnidade de Organização do Conhecimento → TemaA unidade declara os assuntos incluídos em seu escopo.Evitar agrupamentos sem fronteiras explícitas.
abrange_problemaUnidade de Organização do Conhecimento → ProblemaA unidade explicita problemas abordados em seu recorte; não afirma que estejam resolvidos.Conectar assuntos e necessidades de compreensão ou intervenção.
documenta_organizacaoArtefato → Unidade de Organização do ConhecimentoUm artefato registra a estrutura e o escopo da unidade.Distinguir organização conceitual e suporte documental.
mobiliza_conhecimento_deUnidade de Aprendizagem → Unidade de Organização do ConhecimentoA unidade pedagógica mobiliza conhecimentos organizados no recorte indicado.Conectar organização do conhecimento e planejamento da aprendizagem.

Condições de coerência e critérios de verificação

Distinção conceitual não declara automaticamente classes disjuntas. As cardinalidades mínimas não são fixadas nesta revisão; a ausência de informação não prova inexistência.

ID / naturezaEnunciado propostoComo verificar
R1 · DistinçãoDistinguir o modelo de cada representação que o expressa.Identificar separadamente a abstração e sua forma de expressão.
R2 · DistinçãoDistinguir a representação de cada artefato que a materializa.Relacionar o arquivo à representação por materializa; evitar afirmar que a persistência transforma a representação em arquivo.
R3 · DistinçãoPessoa e Papel têm identidades distintas; a atribuição de papel depende do contexto.Registrar quem desempenha qual função e em que contexto.
R4 · TemporalidadeUma atribuição de estado deve indicar instante ou período, quando necessário à interpretação.Conferir entidade, estado e referência temporal.
R5 · ContextualizaçãoVariações de significado devem explicitar seu contexto, sem substituir silenciosamente a definição de referência.Conferir domínio, finalidade e perspectiva da definição usada.
R6 · RastreabilidadeAfirmações usadas para justificar decisões devem remeter às fontes ou evidências disponíveis; lacunas devem ser declaradas.Percorrer as referências e registrar ausência de suporte.
R7 · ClassificaçãoEspecializações devem declarar classe superior; alternativas em avaliação não devem ser tratadas como classificação aprovada.Conferir a classe superior e o estado da decisão.
R8 · Multiplicidade permitidaUma representação pode ser materializada em vários artefatos.Verificar se arquivos distintos expressam a mesma representação ou versões diferentes.
R9 · RelaçõesCada uso de relação deve respeitar o domínio e o alcance documentados.Classificar origem e destino; a barra na tabela indica alternativas, não equivalência de classes.
R10 · Consistência de vistasGrafo e tabelas devem usar os mesmos identificadores de relações.Comparar cada aresta com o catálogo; marcar vistas parciais como tal.
R11 · Coerência pedagógicaA Unidade de Aprendizagem deve explicitar objetivos, atividades, recursos, critérios e evidências esperadas, ou declarar as lacunas de planejamento.Conferir se cada objetivo tem atividades e critérios de avaliação correspondentes e se as evidências permitem avaliar o que foi proposto. Não confundir previsão com aprendizagem demonstrada.
R12 · Separação de registrosDistinguir a estrutura da unidade, sua execução e os artefatos que a documentam.Identificar o modelo pedagógico, o processo realizado e os documentos; registrar contexto e evidências obtidas na execução.
R13 · Delimitação do conhecimentoA Unidade de Organização do Conhecimento deve explicitar recorte, finalidade, contexto, assuntos, problemas pertinentes e relações entre os conteúdos; declarar exclusões e lacunas relevantes.Verificar se é possível justificar a inclusão ou exclusão de conteúdos e localizar suas relações e proveniência.
R14 · Organização e aprendizagemNão inferir objetivos de aprendizagem, atividades ou avaliação apenas da existência de conteúdo organizado; não equiparar unidade conceitual a diretório físico.Conferir separadamente o recorte de conhecimento, o planejamento pedagógico e os suportes documentais.

Propriedades e registro mínimo proposto

Para cada elemento documentado: identificador estável, nome preferido, definição, classe, contexto, proveniência e estado de revisão. Para cada relação: identificador, definição, domínio, alcance e exemplo. Estes são campos de documentação, não uma declaração de cardinalidades ontológicas.

Estados documentais exemplificativos: proposto, em revisão, aprovado e obsoleto. Publicação é registrada separadamente: estar publicado não demonstra aprovação.

Exemplo de aplicação

O arquivo ontologia_lac.html é uma instância de Página Web, especialização de Artefato. Ele trata_de conceitos da ontologia e materializa uma representação textual dessa especificação. Esse exemplo distingue uma classe de um exemplar e o conteúdo de seu arquivo.

Grafo ontológico interativo — v1.2 — revisão proposta

Vista parcial das relações especificadas. Os nós representam classes e as arestas indicam relações possíveis entre suas instâncias; a vista não enumera todas as classes nem impõe cardinalidades.

Fronteiras: ontologia, epistemologia, modelo de conhecimento e arquitetura

CamadaPergunta centralObjeto principalRelação com a Ontologia
OntologiaO que existe e como se relaciona?Entidades, tipos, papéis, propriedades, relações, estados.É a referência semântica.
EpistemologiaComo sabemos, justificamos e revisamos?Evidência, interpretação, validação, incerteza, aprendizagem.Usa entidades ontológicas para descrever produção e validação do conhecimento.
Modelo de conhecimentoComo o conhecimento é estruturado para compreensão e uso?Conceitos, relações, modelos, Knowgramas, percursos.Instancia e aplica a ontologia.
Arquitetura do LACComo o sistema sociotécnico funciona?Sistemas, componentes, interfaces, fluxos, infraestrutura.Usa a ontologia para nomear seus elementos e relações.
Síntese: a ontologia define o vocabulário estrutural; a epistemologia trata da validade do conhecimento; o modelo de conhecimento organiza o conteúdo; a arquitetura organiza o funcionamento do LAC.

Como usar a Ontologia do LAC na prática

Ao criar uma página

Defina o tipo de artefato, o que ela trata, qual modelo/representação contém, seu contexto e suas relações.

Ao criar um Knowgrama

Identifique o modelo de conhecimento representado e separe modelo, visualização e arquivo material.

Ao criar um domínio

Defina conceitos, problemas, perguntas, relações, modelos, artefatos e trilhas principais.

Ao criar um grafo

Nomeie nós como entidades e arestas como relações semânticas explícitas.

Ao revisar links

Substitua “linka com” por relações mais precisas: explica, sustenta, deriva de, compõe, aplica etc.

Ao usar IA

Peça identificação de entidades, tipos, papéis, relações, evidências, contexto, artefatos e impactos de evolução.

Governança e manutenção da ontologia

SituaçãoAçãoCritério
Nova entidade recorrenteAvaliar se é nova classe, especialização, papel, propriedade ou instância.Evitar inflar a ontologia.
Nova relação recorrenteDefinir nome, domínio, alcance e exemplos válidos.Vocabulário consistente.
Nova página canônicaClassificar como artefato e registrar relações principais.Rastreabilidade semântica.
Novo KnowgramaRegistrar modelo representado, visualização e artefato material.Separação Modelo–Representação–Artefato.
Ambiguidade conceitualRevisar definição e fronteiras com conceitos próximos.Não redundância.
Mudança estrutural do LACVerificar impactos em classes, relações, sistemas e páginas.Coerência entre ontologia e arquitetura.
Critério de qualidade: a ontologia deve aumentar a capacidade de nomear, relacionar, localizar, reutilizar, validar e evoluir conhecimento sem transformar o LAC em um sistema semanticamente pesado.

Adendo de correspondência com a Fundação e a DCR-LAC-PSR-001

Controle da revisão: a DCR-LAC-PSR-001 aprova DH-01 a DH-06, mas não aprova automaticamente este adendo, uma nova versão ontológica ou sua publicação. O núcleo v1.1 de origem continha 17 relações. Esta revisão propõe ajustes em representa, usa_evidência e gera; essas mudanças devem ser avaliadas e sincronizadas com o vocabulário antes de serem declaradas canônicas.

Estado: adendo documental de harmonização, preservado como registro do alinhamento anterior à revisão proposta v1.2. A aprovação da DCR-LAC-PSR-001 cobre as decisões DH-01 a DH-06 e suas ressalvas; não equivale a uma aprovação autônoma de uma nova versão da ontologia.

As categorias Produto, Serviço, Entrega, Resultado, Benefício, Participante, Executor e Jornada são vinculadas ao Modelo Conceitual da Fundação e ao registro aprovado. Não são reclassificadas automaticamente como classes fundamentais do núcleo v1.2 — revisão proposta.

DecisãoAlinhamento semânticoCondição
DH-01Produto pode abranger ServiçoRegistrar modalidade e contexto
DH-02Serviço identifica prestação de capacidadeNão confundir com Artefato
DH-03Entrega, Resultado e Benefício são distintosResultado validado exige evidência
DH-04Participante, Papel e Executor são distintosPreservar autoridade humana
DH-05Cardinalidades são hipótesesRevisar temporalidade e opcionalidade
DH-06Mudanças são governadas e rastreáveisNão confundir aprovação com publicação

Termos e relações controlados: consultar Vocabulário Controlado da Fundação — matriz de correspondência. Esta revisão também inclui Unidade de Aprendizagem e seis relações pedagógicas propostas, sem atribuir sua aprovação à DCR-LAC-PSR-001. Inclui ainda Unidade de Organização do Conhecimento, cinco relações e os critérios R13–R14 como propostas desta revisão. A tabela desta revisão documenta as alterações propostas; o vocabulário externo não foi alterado nesta entrega.

Histórico de elaboração — OLA → LAC

Registro de evolução. As decisões históricas abaixo não substituem o estado de aprovação declarado nesta revisão.

Abrir comparação e decisões históricas

Comparação: página antiga × ontologia atual × síntese

Página antiga — Ontologia do OLA

Força: operacionalização.

  • Breadcrumb físico e semântico.
  • Finalidade × análise.
  • Grafo interativo.
  • Página, trilha, grafo, glossário e objeto de aprendizagem como elementos explícitos.
  • Relações úteis para navegação e produção: trata_de, sustenta, gera, compõe, deriva_de, evolui_para.
  • Uso prático e manutenção.

Ontologia do LAC v1.0

Força: rigor conceitual.

  • Entidade como núcleo.
  • Separação entre Tipo, Instância, Propriedade, Papel e Estado.
  • Evento, Processo, Contexto e Perspectiva.
  • Problema, Pergunta, Conhecimento, Modelo, Representação, Artefato, Evidência e Decisão.
  • Domínio e alcance das relações.
  • Regras como Modelo ≠ Representação e Representação ≠ Artefato.

Resultado — LAC v1.2 — revisão proposta

Síntese: ontologia + operação.

  • Preserva o núcleo ontológico rigoroso.
  • Reclassifica elementos operacionais antigos como especializações.
  • Reincorpora relações semânticas úteis do OLA.
  • Mantém grafo, uso prático e manutenção.
  • Explicita fronteiras com epistemologia, modelo de conhecimento e arquitetura.

Decisões da síntese

Elemento antigoDecisãoTratamento na v1.2 — revisão propostaRazão
PáginaReclassificarEspecialização de ArtefatoÉ uma materialização concreta de uma representação.
GrafoReclassificarRepresentação; arquivo persistido classificado como ArtefatoEvita confundir forma de expressão com arquivo material.
GlossárioReclassificarArtefato/estrutura semânticaOrganiza definições de conceitos; não é classe fundamental.
TrilhaReclassificarEstrutura de aprendizagem; seu registro é ArtefatoOrganiza uma sequência de objetos e atividades.
Objeto de aprendizagemManterEspecialização de ArtefatoPossui finalidade educacional explícita.
Autor / AprendizReclassificarPapéis desempenhados por PessoaUma mesma pessoa pode exercer papéis diferentes conforme o contexto.
BreadcrumbReclassificarEstrutura de navegação e contextualizaçãoTem função física e semântica, mas não precisa ser entidade fundamental.
Motor cognitivoManterComponente de SistemaPertence à arquitetura do LAC, podendo ser relacionado à ontologia.
Relações semânticas antigasManterVocabulário operacionalSão úteis para páginas, grafos, rastreabilidade e governança.
Problema, Pergunta, Evidência, DecisãoAcrescentarClasses do núcleo ampliadoTornam explícita a jornada do conhecimento e da decisão.
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