Orientação por jornadas
A pergunta ou demanda ativa um percurso governado, observável e concluído por uma entrega.
Documento arquitetural derivado da Fundação
Organização lógica, funcional, informacional, aplicacional e tecnológica dos componentes que realizam o Modelo da Máquina de Conhecimento, preservando jornadas, significado, rastreabilidade, governança, aprendizagem e integridade evolutiva.
Esta página formaliza a arquitetura de referência da Máquina de Conhecimento do LAC. Seu objetivo é transformar o modelo conceitual em uma organização coerente de camadas, componentes, interfaces, fluxos, serviços, repositórios, agentes e mecanismos de controle.
Ela não é uma implementação específica. É uma referência estável para orientar páginas HTML, aplicações SPA, APIs, arquivos JSON, bancos de dados, grafos, agentes de IA, rotinas humanas e ambientes de desenvolvimento e produção.
| Documento | Pergunta principal | Resultado |
|---|---|---|
| Teoria | O que é e por que existe? | Natureza, princípios e fundamentos. |
| Modelo | Quais elementos e relações devem existir? | Entidades, estados, transformações, controles e invariantes. |
| Arquitetura | Como organizar esses elementos para que cooperem? | Camadas, componentes, interfaces, fluxos e decisões estruturais. |
| Implementação | Com quais tecnologias e artefatos concretos? | Código, páginas, dados, serviços, automações e implantação. |
A pergunta ou demanda ativa um percurso governado, observável e concluído por uma entrega.
Conhecimento, representação, aplicação, armazenamento e infraestrutura não devem ser confundidos.
Entradas, fontes, decisões, versões, agentes, transformações e saídas precisam permanecer relacionáveis.
Pessoas, páginas, documentos, APIs, grafos, bancos e agentes devem cooperar por contratos explícitos.
A mudança local deve preservar coerência conceitual, estrutural, semântica e operacional do conjunto.
A automação amplia autoria, aprendizagem e gestão, sem eliminar validação e responsabilidade humanas.
A arquitetura deve ser lida por visões complementares, pois nenhuma representação isolada explica o sistema inteiro.
| Visão | Objeto observado | Pergunta respondida |
|---|---|---|
| Conceitual | Conceitos, entidades e relações. | O que constitui a máquina? |
| Funcional | Capacidades e responsabilidades. | O que a máquina deve realizar? |
| Lógica | Camadas, componentes e interfaces. | Como as responsabilidades são organizadas? |
| Informacional | Objetos, metadados, versões, grafos e memória. | Como o conhecimento é registrado e relacionado? |
| Aplicacional | Páginas, serviços, agentes e aplicações. | Quais unidades implementam as capacidades? |
| Tecnológica | Protocolos, linguagens, plataformas e infraestrutura. | Com quais mecanismos a arquitetura pode ser realizada? |
| Implantação | Ambientes, publicação, segurança e operação. | Onde e sob quais condições os componentes funcionam? |
Recebem pessoas, perguntas, arquivos e ações; apresentam conhecimento e caminhos disponíveis.
Registra ativação, estado, responsáveis, etapas, dependências, critérios e conclusão.
Coordena agentes humanos e computacionais, serviços, tarefas e eventos.
Aplica métodos, regras, modelos, algoritmos e operações cognitivas sobre entradas e estados.
Produz, converte, relaciona e versiona formas textuais, visuais, formais e computacionais.
Aplica critérios de coerência, evidência, completude, utilidade, conformidade e aceitação.
Preserva objetos, fontes, decisões, versões, metadados, relações e histórico de uso.
Indexa, localiza, classifica e recupera objetos, jornadas, conceitos, páginas e evidências.
Controla papéis, políticas, decisões, riscos, auditoria, publicação e evolução.
Permite comunicação entre páginas, APIs, bancos, grafos, serviços e agentes.
Registra estados, falhas, métricas, logs, alterações, qualidade e uso.
Oferece execução, armazenamento, rede, segurança, disponibilidade e desempenho.
| Elemento do modelo | Realização arquitetural predominante | Evidência esperada |
|---|---|---|
| Entrada | Interfaces, formulários, importadores, APIs e eventos. | Registro identificável da origem e do contexto. |
| Contexto | Metadados, perfil, domínio, ambiente e parâmetros da jornada. | Condições de interpretação preservadas. |
| Jornada | Gerenciador de jornadas e máquina de estados. | Estado, etapas, responsáveis e critérios observáveis. |
| Transformação | Motor de transformação e agentes especialistas. | Operações e decisões rastreáveis. |
| Representação | Gerenciador de representações e publicação. | Artefato versionado e relacionado ao conhecimento. |
| Validação | Serviço de validação e governança. | Critérios, avaliador, resultado e pendências registrados. |
| Saída | Catálogo, páginas, APIs, relatórios e entregas. | Objeto acessível e associado à demanda. |
| Memória | Repositórios, grafo, índices e histórico. | Persistência de objetos, relações e versões. |
| Feedback | Eventos de uso, métricas, comentários e novas demandas. | Retorno capaz de ativar revisão ou evolução. |
| Governança | Políticas, papéis, auditoria, decisão e gestão de mudanças. | Responsabilidade e autorização explícitas. |
A jornada é a unidade de coordenação arquitetural. Ela conecta a intenção humana à execução, às representações produzidas, à governança e à aprendizagem da máquina.
| Elemento da jornada | Responsabilidade arquitetural |
|---|---|
| Pergunta ativadora | Identificar a necessidade e iniciar a instância da jornada. |
| Estado | Indicar a situação atual e as transições possíveis. |
| Papel | Definir autorização, responsabilidade e capacidade esperada. |
| Atividade e tarefa | Decompor a transformação em unidades coordenáveis e executáveis. |
| Critério de aceitação | Determinar quando uma etapa ou entrega pode avançar. |
| Entrega | Associar saída, representação, versão e destinatário à demanda inicial. |
| Feedback | Registrar uso, avaliação, lacunas e possíveis jornadas subsequentes. |
Exploram, formulam perguntas, percorrem jornadas, usam objetos e fornecem retorno.
Constroem, estruturam, representam, documentam e relacionam conhecimento.
Avaliam coerência, evidência, qualidade, adequação semântica e prontidão de publicação.
Prioriza demandas, governa decisões, acompanha ambientes e coordena evolução.
Coordena fluxo, chama serviços, distribui tarefas e mantém o estado da jornada.
Executam análise, classificação, modelagem, geração, revisão, busca ou validação específica.
A memória da máquina deve preservar tanto os objetos quanto o contexto de sua produção e evolução.
| Conjunto informacional | Conteúdo principal | Forma possível |
|---|---|---|
| Objetos de conhecimento | Conceitos, explicações, modelos, regras, exemplos e decisões. | HTML, Markdown, documentos, JSON. |
| Representações | Textos, knowgramas, tabelas, grafos, imagens, interfaces e código. | Arquivos e objetos versionados. |
| Metadados | Identidade, autoria, estado, domínio, versão, datas e qualidade. | JSON, front matter, banco relacional. |
| Relações | Derivação, composição, referência, dependência, evidência e uso. | Grafo de conhecimento. |
| Jornadas e execuções | Estados, tarefas, responsáveis, eventos, decisões e entregas. | Registros transacionais e histórico. |
| Governança | Políticas, critérios, riscos, aprovações, auditorias e mudanças. | Matrizes, registros e painéis. |
Os componentes cooperam por interfaces explícitas. Um contrato arquitetural deve declarar:
Nome, versão, origem e responsável pelo serviço ou objeto.
Formato, campos obrigatórios, contexto e pré-condições.
Formato, significado, estado e garantias oferecidas.
Validações, permissões, limites e critérios de erro.
Fatos emitidos, assinantes possíveis e efeitos esperados.
Identificadores que ligam chamada, jornada, transformação e entrega.
O conhecimento e sua representação são relacionados, mas não idênticos. A arquitetura deve permitir múltiplas representações de um mesmo objeto.
| Mecanismo | Uso arquitetural | Exemplo no LAC |
|---|---|---|
| Hiperlinks | Navegação e referência entre páginas e objetos. | Breadcrumbs, documentos relacionados e jornadas. |
| Arquivos compartilhados | Troca simples e portátil de conteúdo estruturado. | HTML, JSON, imagens, planilhas e relatórios. |
| APIs | Comunicação síncrona entre aplicações e serviços. | Busca, catálogo, gestão de estado e publicação. |
| Eventos | Comunicação desacoplada por fatos ocorridos. | Jornada iniciada, entrega validada, página publicada. |
| Grafo | Integração semântica e navegação relacional. | Conceitos, objetos, fontes, jornadas e dependências. |
| Protocolos web | Transporte, identificação e acesso. | HTTP, URLs, MIME e autenticação. |
Definem limites, obrigações, padrões e condições de uso.
Controlam quem pode propor, executar, validar, aprovar, publicar e manter.
Registram alternativas, justificativas, impactos e responsáveis.
Aplica critérios conceituais, semânticos, técnicos, editoriais e operacionais.
Trata erro, obsolescência, inconsistência, indisponibilidade, viés e perda de rastreabilidade.
Coordena desenvolvimento, validação, produção, legado e reversão.
| Atributo | Significado arquitetural | Evidência |
|---|---|---|
| Coerência | Componentes e representações preservam o modelo e o vocabulário oficial. | Revisões e testes de consistência. |
| Modularidade | Responsabilidades podem evoluir sem alteração desnecessária do todo. | Interfaces estáveis e baixo acoplamento. |
| Rastreabilidade | É possível seguir da pergunta à entrega e retornar às fontes e decisões. | Identificadores, histórico e relações. |
| Interoperabilidade | Representações e componentes cooperam por padrões reconhecíveis. | Contratos e formatos documentados. |
| Usabilidade cognitiva | A apresentação reduz carga, orienta leitura e respeita diferentes níveis. | Jornadas claras, feedback e testes de uso. |
| Segurança | Acesso, integridade, privacidade e responsabilidade são protegidos. | Controles, registros e segregação. |
| Observabilidade | Estados, falhas, mudanças e desempenho podem ser examinados. | Logs, métricas, painéis e auditoria. |
| Evolutividade | A arquitetura admite expansão sem perder integridade. | Versionamento, decisões e compatibilidade. |
A arquitetura deve produzir evidências de seu próprio funcionamento.
Eventos de execução, alterações, chamadas e falhas.
Tempo, volume, qualidade, uso, retrabalho e conclusão.
Sequência completa da pergunta à entrega.
Quem fez, aprovou, publicou ou alterou cada elemento.
Dificuldades, avaliações, resultados e novas necessidades.
Ausências conceituais, operacionais ou tecnológicas que ativam evolução.
Criação, experimentação, edição, testes e integração inicial.
Revisão conceitual, funcional, editorial, técnica e de segurança.
Publicação estável, monitorada, acessível e recuperável.
Repositórios versionados, cópias de segurança e políticas de retenção.
Execução de APIs, buscas, agentes, integrações e automações.
Preservação histórica, reversão e continuidade após falhas.
As tecnologias são opções de realização e não fazem parte da definição essencial da arquitetura.
| Capacidade | Tecnologias possíveis |
|---|---|
| Interface e publicação | HTML, CSS, JavaScript, SPA por hash e componentes web. |
| Visualização | SVG, Canvas, D3.js e imagens de knowgramas. |
| Estruturação e intercâmbio | JSON, CSV, XML e metadados embutidos. |
| Persistência | Arquivos, bancos relacionais, documentos e armazenamento de objetos. |
| Relações semânticas | Memgraph ou outro banco de grafos. |
| Serviços e automação | APIs, PHP, Python, JavaScript de servidor e tarefas agendadas. |
| Inteligência artificial | Modelos de linguagem, busca semântica e agentes governados. |
| Versionamento e implantação | Git, ambientes separados, auditoria de paridade e hospedagem web. |
| Elemento arquitetural | Materialização atual ou prevista |
|---|---|
| Experiência de entrada | index.html, portal.html e jornadas iniciais. |
| Fundação semântica | fundacao/ e fundamentos/vocabulario_lac.html. |
| Orquestração por jornadas | Páginas de jornadas, matrizes de decisão e planos de execução. |
| Representações | Páginas HTML, knowgramas, JSON, tabelas, mapas e documentos. |
| Memória documental | Diretórios, índices, metadados, referências e histórico. |
| Memória relacional | Memgraph e experimentos de grafo do projeto PPD-MC-001. |
| Governança | governanca/gestao_do_lac/, qualidade, decisões e auditorias. |
| Ambientes | Desenvolvimento local e produção em meulivro.info. |
Todos os elementos essenciais possuem realização ou responsabilidade arquitetural.
A arquitetura suporta percursos reais de criação, revisão, publicação e uso.
É possível navegar da entrada às decisões, representações, entregas e feedback.
Os atributos arquiteturais possuem critérios e evidências verificáveis.
Componentes podem ser prototipados e avaliados no PPD-MC-001.
A arquitetura admite mudança documentada sem ruptura indevida.
A Arquitetura da Máquina de Conhecimento organiza as capacidades do modelo em camadas, componentes e interfaces capazes de sustentar jornadas completas de transformação do conhecimento.
Documento apto a orientar modelos de dados, grafos, estados de jornadas, serviços, agentes, implantação e experimentos da Máquina de Conhecimento.