M2 — Modelo Conceitual

Modelos que organizam o sentido (entre governança e artefatos)
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Modelo Conceitual (M2) — o “mapa do sentido” do OLA

Em M2, você define os conceitos e relações que organizam o OLA (tópicos, trilhas, aprendiz, contexto, serviços, recomendações…), de um jeito que guia a construção das páginas (M0/M1) e permanece alinhado à governança (M3).

M3 • Regras M2 • Modelos M1 • Estrutura M0 • Páginas
Use “Resumo” para orientar; “Completo” para especificar e revisar.
Regra rápida: se você está discutindo “o que existe e como se conecta” (conceitos/relações), você está em M2. Se está discutindo “onde fica no site” (pastas/menus), é M1. Se é “texto/página/exercício”, é M0.
O papel de M2 no OLA:
M2 é a ponte: pega a visão e as regras (M3) e transforma em modelos operáveis que organizam o conteúdo e a experiência. Depois, M1 e M0 implementam.

O que é um Modelo Conceitual (no OLA)

M2

Definição operacional

Um Modelo Conceitual é um conjunto coerente de entidades conceituais (coisas que existem no OLA) e relações (como elas se conectam), com regras simples (invariantes) e exemplos. Ele serve para: orientar decisões, padronizar páginas e evitar ambiguidade.

Componentes mínimos (canônicos)

Entidades Ex.: Tópico, Trilha, Aprendiz, Contexto, Serviço, Evidência, Recomendação.
Relações Ex.: “pré-requisito”, “pertence a”, “usa”, “gera”, “avalia”, “recomenda”.
Invariantes Regras do que “não pode quebrar” (consistência e rastreabilidade).
Exemplos M0 Uma página que instancia o modelo (texto + navegação + atividade).
Invariante clássico: toda Recomendação precisa citar o Contexto e a Evidência usada, mesmo que seja “evidência leve” (heurística).

Como nasce um modelo conceitual (5 passos, começando pelo Problema Resolvido)

  1. Problema resolvido: descreva um caso “antes/depois” (o que ficou melhor).
  2. Entidades: liste as “coisas” indispensáveis para explicar o caso (sem excesso).
  3. Relações: conecte com 3–7 relações principais (preferindo verbos claros).
  4. Invariantes: escreva 2–5 regras que evitam contradição (o que não pode falhar).
  5. Instanciação M0: crie 1 página real aplicando o modelo (e revise).

Quando usar

  • Quando surgir dúvida de termos (“tópico”, “artigo”, “objeto”, “trilha”).
  • Quando uma página ficar confusa ou crescer demais (falta de estrutura conceitual).
  • Quando você quiser integrar recomendação/adaptabilidade sem improviso.
  • Quando precisar justificar uma escolha de navegação (M1) ou conteúdo (M0).

Mini-mapa: Governança → Modelos → Estrutura → Páginas

M2

Um desenho simples para não perder a hierarquia quando você estiver projetando ou revisando.

M3 • Governança Princípios • Regras • Slots M2 • Modelos Conceituais Entidades • Relações • Invariantes M1 • Estrutura Pastas • Menus • Navegação M0 • Páginas Texto • OA • Exercícios feedback (uso real em M0) melhora modelos e regras
Leitura correta: M2 não é “menu” nem “texto final”. M2 é o que garante que o menu (M1) e o texto/página (M0) não fiquem contraditórios ao longo do tempo.

Exemplo canônico (M2): Modelo de Conteúdo

M2

Exemplo prático: um modelo M2 “mínimo” para você usar como base em outras famílias.

Entidade Para quê serve Relações principais Instância (M0) típica
Tópico Organiza o sentido (um “assunto” com limites e conexões) pré-requisito • usa • relaciona • pertence a área Uma página “tópico” com definição + exemplos + links
Artigo Explica (aprofundamento e narrativa) explica tópico • cita fontes • deriva variações Uma página de artigo com seções e referências
Objeto de Aprendizagem Ensina (atividade, interação, exercício, quiz) ensina tópico • gera evidência • avalia Uma página com prática guiada + avaliação leve
Trilha Orquestra progressão (ordem, checkpoints, metas) contém itens • define ordem • marca progresso Uma página “trilha” com passos e botões de navegação
Frase canônica (conteúdo): Tópicos organizam o sentido • Artigos explicam • Objetos ensinam • Trilhas orquestram o caminho.